O DìcĀäì¾ ja Uµėpäìjajp
Sabpä IµìøøĀc¾µa«Ĩaj¾
No discurso universitário, o
saber (S2) ocupa a posição de
agente, apresentando-se como
completo e autossuficiente. É
o discurso do conhecimento
institucionalizado, que se
pretende objetivo e neutro,
mas que na verdade está a
serviço de um significante-
mestre oculto.
P¾jpä Dìì³Ā«aj¾
A verdade oculta deste
discurso é que o saber
universitário está sempre
fundamentado em um
significante-mestre (S1) que
permanece velado. Isto revela
que o conhecimento
aparentemente "neutro" está,
na realidade, subordinado a
uma ordem política ou
ideológica que determina o
que deve ser estudado e
como.
O EìøĀjaµøp Dėjj¾
O discurso universitário
produz como efeito um sujeito
dividido ($), representado pelo
estudante que é objetificado
pelo saber. O estudante deve
absorver o conhecimento sem
questioná-lo, tornando-se um
"produto" do sistema
educacional, marcado por uma
divisão entre o que aprende e
sua própria experiência
subjetiva.
BĀä¾cäaca M¾jpäµa
Lacan associa este discurso
não apenas à academia, mas
também à burocracia moderna
e ao capitalismo
contemporâneo, onde o "saber
especializado" assume a
posição de comando. É um
discurso que pretende educar,
mas que na verdade perpetua
relações de poder através da
transmissão de um
conhecimento já estabelecido.