Interpretações de Copenhague vs. Muitos Mundos
Os físicos não concordam sobre o que a mecânica quântica realmente significa. Duas interpretações principais competem pela nossa compreensão da
realidade e do papel do observador.
Interpretação de Copenhague
Proposta por: Niels Bohr e Werner Heisenberg
A função de onda representa todas as possibilidades. Quando um
observador faz uma medição, a função de onda "colapsa"
instantaneamente em um único resultado.
Papel do Observador: Absolutamente central. O observador causa o
colapso que transforma potencialidade em realidade.
Problema: O que conta como "observador"? Precisa ser consciente? Esta
interpretação dá ao observador um status quase místico.
Interpretação de Muitos Mundos
Proposta por: Hugh Everett III
Não há colapso! Todas as possibilidades se realizam, mas em universos
paralelos diferentes. A cada "medição", o universo se divide.
Papel do Observador: O observador apenas experimenta um ramo da
realidade, mas todos existem objetivamente.
Problema: Exige aceitar a existência de infinitos universos paralelos
inobserváveis - um preço ontológico altíssimo.
Ambas as interpretações têm implicações radicais: ou o observador cria a realidade (Copenhague) ou todas as realidades existem mas só
experienciamos uma (Muitos Mundos).